Mercado do boi gordo enfrenta dificuldade para alongar escalas de abate; confira os números

O mercado físico do boi gordo seguiu enfrentando um ambiente de negócios travado nesta terça-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a dificuldade dos frigoríficos em alongar as escalas de abate já resulta em negócios acima da referência média em algumas regiões, como em Mato Grosso do Sul.

Em São Paulo, o feriado estadual de 9 de julho pode tornar a situação das escalas de abate ainda mais apertada. Outro fator que segue no radar é o esgotamento precoce das cotas de exportação para a China. De acordo com Iglesias, embora os embarques tenham sido intensificados em maio e junho, a internalização da carne nos portos chineses ocorre de forma lenta, retardando o avanço do preenchimento das cotas.

No mercado físico, a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 327,83 em São Paulo, R$ 314,71 em Goiás, R$ 309,65 em Minas Gerais, R$ 320,80 no Mato Grosso do Sul e R$ 317,30 no Mato Grosso.

Atacado do boi gordo

No atacado, os preços permaneceram acomodados ao longo da terça-feira. A eliminação precoce da seleção brasileira de futebol reduziu a expectativa de aumento do consumo durante a Copa do Mundo. Além disso, a carne bovina continua perdendo competitividade frente a proteínas concorrentes, principalmente a carne de frango.

O quarto dianteiro permaneceu cotado a R$ 20,00 por quilo, enquanto o quarto traseiro seguiu em R$ 25,50 por quilo. A ponta de agulha manteve o preço de R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,1526 para venda e R$ 5,1506 para compra.

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